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Scussel denuncia abusos institucionais e cobra valorização de categorias esquecidas

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 5 de ago.
  • 2 min de leitura

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Na sessão ordinária desta segunda-feira, 4 de agosto, na Câmara Municipal de Bento Gonçalves, o vereador Moisés Scussel Neto (MDB) se destacou por duas falas incisivas na tribuna: uma em apoio à categoria dos taxistas, em consonância com moção apresentada pelo vereador Gava, e outra, mais extensa e enfática, com críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal, ao governo federal e à postura da grande imprensa.

Ao comentar a moção, Scussel demonstrou solidariedade aos taxistas da cidade e lamentou o enfraquecimento do setor diante da expansão desordenada dos aplicativos de transporte e da criação do chamado “carteirão”, que permite atuação de motoristas sem vínculo formal com plataformas. O vereador alertou que a desvalorização da categoria poderá levar à sua extinção, caso medidas concretas não sejam adotadas.

Contudo, o pronunciamento que mais repercutiu foi o segundo. Scussel fez um longo e firme discurso denunciando o que chamou de “silêncio institucional” frente a episódios graves no cenário político nacional. Tomando como exemplo um gesto obsceno atribuído ao ministro Alexandre de Moraes em um estádio de futebol, o vereador questionou a passividade do Senado, do Supremo e da imprensa. “Dois pesos, duas medidas. Quando é alguém alinhado ao governo, silencia-se. Quando é opositor, é massacre”, afirmou.

O parlamentar ainda elencou números da Operação Lava Jato, apontando que grande parte das condenações foi anulada por decisões judiciais posteriores. “É a prova cabal de que no Brasil, infelizmente, o crime compensa”, disparou, citando nomes como Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Antônio Palocci e Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, o país vive uma distorção institucional em que ministros do STF “acusam, julgam, condenam, mandam prender e, por fim, revogam decisões legislativas aprovadas em plenário”.

Scussel também fez duras críticas à atuação do procurador-geral da República, à aliança política do atual governo federal com regimes ditatoriais e ao que chamou de “memória seletiva da imprensa”, especialmente ao ignorar desvios bilionários revelados pela Lava Jato. “Foram R$ 42,8 bilhões desviados e apenas R$ 2,6 bilhões repatriados. O prejuízo à Petrobras foi de R$ 88 bilhões. E tudo isso parece ter evaporado”, afirmou.

Encerrando, citou o retorno político de figuras envolvidas em escândalos passados, como a nomeação de Dilma Rousseff à presidência do BRICS. “O Brasil virou piada pronta. Uma presidente que sofreu impeachment hoje comanda a política econômica global proposta por Lula. E querem que a gente apenas fale de buraco de rua?”, ironizou.

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