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Setor de Saúde Mental orienta como auxiliar diante do sofrimento do outro

Foto do escritor: temporacomunicacao
temporacomunicacao
há 1 dia
2 min de leitura

O Setembro Amarelo é o mês referência que enfatiza ações e atividades de conscientização e prevenção ao suicídio e, por extensão, a saúde mental. Na última semana, a Secretaria de Saúde promoveu seminário o qual contou com programação com diversas falas de especialistas dentro do tema “Saúde Mental em Rede: acolher, cuidar e prevenir” reforçando e ampliando espaços de escuta, de diálogo e de empatia na rede de cuidado.

Mas o sofrimento pede ajuda e fazer essa travessia sozinho não é a melhor condição. Por isso, o Setor de Saúde Mental orienta para ficar atento aos sinais, de os próprios e para com o outro. Muito antes de uma situação de crise, a prevenção. Isso significa estar atento, acolher, conversar e buscar ajuda.

Nem todo sofrimento emocional está relacionado ao risco de suicídio, mas mudanças importantes no comportamento, no humor e na rotina podem indicar que alguém precisa de cuidados. Os sinais que merecem atenção são:

– Isolamento social;

– Tristeza ou irritabilidade persistentes;

– Perda de interesse por atividades que antes proporcionavam prazer;

– Alterações importantes no sono ou no apetite;

– Queda significativa no desempenho das atividades cotidianas;

– Sentimentos de desesperança;

– Culpa ou de que é um peso para outras pessoas;

– Mudanças repentinas de comportamento.

Também é importante levar a sério falas relacionadas à morte, ao desejo de desaparecer, à falta de esperança ou à sensação de não encontrar saída.

“Estar atento não significa diagnosticar ou assumir sozinho a responsabilidade pelo cuidado. Significa perceber, acolher e aproximar a pessoa da ajuda profissional”, enfatiza a psicóloga e coordenadora do Setor de Saúde Mental, Giovana Brugnera.

Como ajudar alguém?

Diante de uma pessoa que demonstra sofrimento, algumas atitudes simples podem fazer a diferença.

– Aproxime-se e escute com atenção, sem julgamentos ou críticas;

– Demonstre que você está disponível e que a pessoa não precisa enfrentar aquele momento sozinha;

– Pergunte como ela está e ofereça espaço para falar sobre o que está sentindo;

– Evite frases que minimizem o sofrimento como “isso é falta de força”, “você precisa pensar positivo” ou “existem pessoas com problemas maiores”;

– Incentive a busca por apoio profissional e pelos serviços de saúde;

– Se houver preocupação com risco de suicídio, não deixe a pessoa sozinha e procure ajuda imediatamente;

– Familiares, amigos, colegas, professores e profissionais da rede também pode participar da proteção, compartilhando a preocupação com outro adultos ou profissionais responsáveis pelo cuidado.

Pedir ajuda também é um ato de cuidado

Buscar ajuda não é sinal de fraqueza. Cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física.

“A pessoa pode procurar pela unidade de saúde de referências, conversar com um profissional da equipe de saúde ou buscar serviços especializados pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A rede de saúde atua de forma integrada para acolher diferentes níveis de sofrimento, desde ações de promoção e prevenção na Atenção Primária até o atendimento especializado e o cuidado de situações em crise”, destaca Giovana.

Número de emergência

SAMU – 192

CVV – 188

CAPS – 3055.8523

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