Trump ameaça impor novas sanções econômicas à Rússia caso não haja cessar-fogo na Ucrânia em 50 dias
- temporacomunicacao
- 14 de jul.
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O ex-presidente dos Estados Unidos e atual candidato à reeleição, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (14) que pretende impor "tarifas severas" à Rússia caso o país não promova um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia no prazo de 50 dias. A declaração foi dada durante um comício em Ohio, nos Estados Unidos, como parte de sua campanha presidencial.
"Se a Rússia não apresentar sinais de cessar-fogo em até 50 dias, vamos aplicar tarifas que eles nunca viram antes", declarou Trump, em tom de advertência. Segundo ele, a medida busca "acelerar o fim da guerra" e forçar Moscou a sentar-se à mesa de negociações.
A ameaça, no entanto, não detalha quais setores seriam atingidos pelas possíveis tarifas. Analistas políticos e econômicos apontam que a medida pode ter efeitos limitados, considerando o atual cenário de sanções internacionais já em vigor contra o governo de Vladimir Putin desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.
Trump também afirmou que, caso eleito, “resolverá o conflito em 24 horas”, reforçando uma promessa que tem sido repetida em seus discursos públicos desde o início do novo ciclo eleitoral.
A guerra na Ucrânia, prestes a completar três anos, permanece sem perspectivas concretas de trégua. Enquanto a Rússia mantém ofensivas em várias frentes, especialmente na região de Donbas, a Ucrânia enfrenta dificuldades para manter o apoio financeiro e militar de aliados ocidentais, em meio a disputas políticas internas nos Estados Unidos e na Europa.
A fala de Trump gerou reações mistas. Especialistas em política externa consideram o anúncio mais um movimento retórico de campanha do que uma proposta viável de política internacional. “É uma tentativa de posicionamento diante do eleitorado que deseja ver os EUA mais ativos no cenário global, mas sem envolvimento direto em guerras”, avaliou a analista Susan Feldman, da Brookings Institution.
Até o momento, o governo russo não se pronunciou oficialmente sobre as declarações.














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