Três pessoas são presas por suspeita de envolvimento no assassinato de Claudir Boroto


Uma operação coordenada pela Delegacia de Polícia de Farroupilha, com o apoio fundamental da 1ª DP e da 2ª DP de Bento Gonçalves, sob a liderança do Delegado de Polícia Fernando Cruz Alexandre, resultou na prisão temporária de três homens (de 20, 36 e 44 anos) investigados pelo assassinato do empresário Claudir Boroto. O crime ocorreu no dia 28 de agosto, na localidade de Sertorina, no interior de Farroupilha.
As capturas foram efetuadas na última segunda-feira (19/10), em Bento Gonçalves, logo após o deferimento das ordens judiciais pelo Poder Judiciário. A ação foi estrategicamente antecipada para evitar o período de restrições de prisões cautelares imposto pela legislação eleitoral.
A operação destacou-se pela precisão logística: um dos suspeitos foi preso diretamente em seu local de trabalho, enquanto os outros dois acabaram detidos no momento em que prestavam depoimento sobre assuntos distintos na 1ª e na 2ª Delegacias de Polícia do município.
Simultaneamente, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em oito endereços, resultando na apreensão de duas pistolas, munições, cheques e anotações que servirão de base para aprofundar e consolidar as próximas fases da investigação.
Entenda o caso e a brutalidade da execução
O corpo de Claudir Boroto foi localizado em um açude próximo à sua propriedade rural, apresentando marcas de graves lesões na cabeça. A frieza dos criminosos também ficou evidente na madrugada seguinte ao crime, quando o veículo da vítima foi encontrado totalmente incendiado na cidade de Bento Gonçalves.
O avanço rápido das investigações foi possível graças ao uso de alta tecnologia e inteligência policial. O Delegado Fernando Cruz Alexandre conduziu o cruzamento de imagens de câmeras de videomonitoramento e técnicas modernas de investigação criminal, o que permitiu reconstruir a linha do tempo dos fatos e identificar os três suspeitos.
Traição e a dinâmica macabra do assassinato
De acordo com as apurações da Polícia Civil, o caso revela um cenário de extrema traição e premeditação. O suspeito apontado como o mandante mantinha uma relação de amizade e negócios com a vítima, além de acumular dívidas financeiros consideráveis com ela. A principal linha de investigação aponta que o assassinato foi planejado friamente com o objetivo de eliminar as obrigações financeiras e apagar os débitos pendentes.
A execução seguiu um roteiro calculado:
O embuste: Sabendo que o empresário estaria jantando fora, o mandante conduziu os outros dois executores até o sítio da vítima, onde ficaram aguardando o seu retorno.
O ataque: Por volta da meia-noite, ao retornar para casa, Claudir Boroto foi emboscado, atacado e morto.
A fuga e a queima de provas: Os executores fugiram levando o carro do empresário em direção a Bento Gonçalves, onde atearam fogo no automóvel para destruir vestígios. Em seguida, o próprio mandante resgatou a dupla e os deixou em suas respectivas residências.
















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