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Vigilância Ambiental alerta sobre acidentes com animais peçonhentos durante a estação do verão

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 15 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura


A chegada das altas temperaturas coincide com a época de reprodução dos animais peçonhentos. Ou seja: eles hibernam boa parte do inverno, e quando aquece, saem para continuar o seu ciclo de vida, para acasalar.

Com o aumento da temperatura ano a ano, na mesma medida, a proliferação de morcegos, insetos, répteis, cresce, se adaptando em ambientes não comumente os seus, haja vista que o mosquito transmissor do Aedes aegypti se acostumou totalmente ao ecossistema da Serra Gaúcha. Um exemplo são as baratas que estão aparecendo em locais onde não havia registros.

O cenário acima traz um breve panorama de como estamos vivenciando as mudanças, que se demonstram sazoniais, mas que exigem cuidados e atenção quando uma pessoa poderá ter uma ocorrência com um animal peçonhento. Em nosso município, ainda prevalecem os mesmos, como a aranha-marrom, a armadeira, de jardim, caranguejeira.

Já em relação às serpentes, as espécies mais recorrentes no município são jararaca, cruzeira, coral verdadeira, cascavel; escorpiões, preto e marrom-avermelhado; lagartas, a já conhecida taturana.

“O animal peçonhento mais comum é a aranha-marrom, que não é agressiva. Mas acidentes acontecem, como vestir uma roupa, deitar na cama e encontrar no meio do lençol. Quando a pessoa é picada, pode causar necrose na pele. Quando as pessoas tiverem uma ocorrência com animal peçonhento, não é para tocar nele. É preciso nos chamar para fazer a identificação e encaminhamento. Para a questão da casa, é preciso contratar uma empresa para fazer o expurgo”, destaca e orienta a coordenadora da Vigilância Ambiental.

Uma questão mencionada acima são os morcegos. A Vigilância Ambiental está tendo notificações identificando muitas colônias do mamífero alado no município, da espécie frugíferos e insetívoros; os hematógafos estão mais presentes em cavernas. Existe uma legislação ambiental específica que enquadra como crime, podendo gerar penalidades e/ou multas se a pessoa o matar. A Lei de nº 9.605 diz que “matar, perseguir, caçar, apanhar, coletar, sem a devida permissão, licença ou autorização de autoridade competente, é considerada infração contra o meio ambiente”.

“Se houver um fato com morcego e ele estiver dentro de casa, apartamento, é preciso manter a calma e colocar um balde ou caixa em cima dele e chamar a Vigilância Ambiental. Use sempre equipamento de proteção como luvas, máscaras, botas de borracha. Nunca toque nele, pois a mordida é inevitável e são transmissores da raiva”, enfatiza Analiz.

Contatos da Vigilância Ambiental: (54) 3055.7265, ou pelo WhatsApp, (54) 99274.2453.

Ouvidoria Municipal: 162 ou WhatsApp (54) 3055.7142.

Atendimento das Pessoas Expostas a Animais Peçonhentos

As pessoas expostas a picadas de aranhas e de outros animais peçonhentos devem tentar capturar o animal que causou o acidente e levá-lo junto até o serviço de saúde. Isso permite a identificação do animal e ajuda a equipe de saúde a decidir as medidas terapêuticas que serão necessárias. Em Bento Gonçalves, as equipes de Vigilância Epidemiológica e Ambiental ajudam a fazer a identificação dos animais peçonhentos.

Medidas de prevenção dos acidentes com animais peçonhentos

Usar botas de cano alto ou perneira de couro, botinas e sapatos, quando estiver em áreas de mata, pomares, hortas, lavouras ou bosques.

Usar luvas de couro para manipular folhas secas, montes de lixo, lenha, palhas, etc. e para podar árvores ou colher frutas e legumes.

Não colocar a mão desprotegida em buracos, sob pedras, ou em troncos podres.

Verificar sinais de presença de animais peçonhentos antes de subir em árvores para colher ou podar.

Limpar paióis e terreiros, não deixar acumular lixo.

Fechar buracos de muros, ralos e frestas de portas e janelas.

Evitar acúmulo de lixo ou entulho, de pedras, de tijolos, de telhas, de madeiras, bem como, não deixar o mato alto ao redor das casas, pois estes locais atraem e abrigam insetos e pequenos animais (ratos, lagartos) que servem de alimentos a diversos animais peçonhentos.

Acondicionar o lixo em recipientes e sacos fechados.

Eliminar insetos e ratos que servem de alimentos para os animais peçonhentos.

Manter jardins e quintais limpos. Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos numa faixa de dois metros junto das casas.

Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois aranhas e escorpiões podem se esconder neles.

Usar telas contra insetos em ralos do chão e de pias.

Use telas e vedantes em portas e janelas.

Sacuda e examine calçados e roupas, antes de usar.

Crie aves domésticas (predadores rurais naturais) em zonas rurais.

Em caso de intoxicação e acidentes com animais peçonhentos é indicado ligar para o Centro de Informação Toxicológica do RS (CIT-RS), através do contato 0800 721 3000. O serviço atende 24 horas todos os dias e fornece orientações para os profissionais e para a população em geral.

O CIT RS é a referência estadual para fornecer o apoio técnico dos serviços de saúde (hospitais, UPAs, etc) que atendem as vítimas de intoxicação e de animais peçonhentos


Assessoria de Comunicação Social Prefeitura

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