A PONTE
- temporacomunicacao
- 20 de abr.
- 2 min de leitura
Coluna de Silvio Bertolini Pasin
“O mundo de lá e o mundo de cá, isto gera um desafio que o administrador e gestor privado ou público deve entender como tal, desde que esteja disposto a debruçar-se na descoberta da mensagem do mundo atual e suas indagações.”
O conflito hermenêutico: Etimologicamente esta palavra deriva do verbo “hermeneuo” que significa explicar, traduzir, interpretar. A sua raiz está ligada ao deus grego Hermes. Este deus mitológico, que tinha asas nos pés, encarregava-se de levar as mensagens dos deuses aos destinatários assim, a ideia é levar alguma coisa ou situação do estado de ininteligibilidade ao da compreensão. Na antiguidade grega esta palavra tem três sentidos 1. Expressar em voz alta, dizer; 2. explicar; 3. Interpretar.
Em termos bíblicos, temos que trazer à luz um texto que dê história na sua escrita que tenha um longo processo não somente no fato-histórico, mas na apresentação do mesmo na linguagem escrita.
Assim temos como definição: “é a ciência das leis e princípios de interpretação e explanação que se aplicam nos estudos das Sagradas Escrituras”.
Utilizaremos a simbologia da ponte e sua importância para interpretar e tentar entender esta passagem tão significativa entre o antes e o depois de uma pandemia.
A ponte tem como finalidade prover a ligação de dois lados, ela pode ser interpretada como o ponto de ligação entre as margens, mas que margens seriam estas? A da direita ou da esquerda, do Sul ou Norte, de Leste ou Oeste. Na realidade a ponte é a ligação entre ambos. Ela pode ser erguida pela maior e mais alta tecnologia da construção em cabos de aço suspensos segurando a estrutura ou pela forma geométrica primitiva feita de cordas e irregulares, seja nela aplicada arquiteturas medieval, moderna ou futurista. Pode ser de concreto ou de madeira, pode ser de pedra natural, pode ser de verdade ou de mentira, pode ser em qualquer material deste que sua finalidade seja a ligação de opostos divididos por um espaço vazio ou por água, ou por sabedoria ou ainda por conhecimentos.
Toda ponte une os diferentes, se considerarmos um rio como esta divisória, este irá correr da mesma forma, mas com lados opostos que só poderão ser transpostos se existir esta ligação, pois quando o rio deixar de existir não existirão mais margens para ligar, pois todas estarão no mesmo lado.
Desta forma os gestores servem de ponte entre o lado produtor e o lado dos consumidores, unem os sem luz própria com os de luz própria, selam o ensinamento iniciático do ser humano: “COMPARTILHAR”.
Esta aproximação de diferentes transforma nossa caminhada humana, pois assim como a escada em caracol, sua sinuosidade é constante já que o caminho nos leva a este traçado.
Sendo a Educação da geometria, da filosofia ... a principal base de nossa sociedade, nada mais adequado que o uso simbólico de uma ponte para reforçar estes estudos.
O quão belo e produtivo é o solo das margens dos rios, que tanta diversidade nos proporciona.
“SEJAMOS UM RIO CAUDALOSO, COM MARGENS PRODUTIVAS E INTERLIGADAS POR PONTES.”















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