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Cerca de 4 mil pessoas estão em tratamento por uso de álcool e outras drogas na rede de saúde de Porto Alegre

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) funcionam com portas abertas e não exigem encaminhamento




Em Porto Alegre, cerca de 4 mil pessoas estão em acompanhamento nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), serviços que acolhem quem enfrenta dificuldades relacionadas ao uso de álcool e outras substâncias psicoativas. O dia 20 de fevereiro é a data que marca o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo.

''Em Porto Alegre, reforçamos que buscar apoio é um ato de cuidado e que a rede municipal está preparada para receber, orientar e acompanhar essas pessoas de forma contínua e humanizada”, defende o secretário de Saúde, Fernando Ritter.

Os CAPS AD funcionam com portas abertas e não exigem encaminhamento. São serviços especializados da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) que, além do atendimento direto, coordenam o cuidado em seus territórios, articulando ações com unidades de saúde, assistência social e outras políticas públicas.

Segundo Ritter, o enfrentamento ao uso problemático de álcool e outras drogas passa, necessariamente, pela compreensão das vulnerabilidades sociais. “Temos um cenário desafiador, com aumento da população em situação de rua e regiões com altos índices de vulnerabilidade. Por isso, a secretaria tem investido na ampliação dos Consultórios na Rua, na implantação de duas Unidades de Acolhimento e no fortalecimento da Atenção Primária, garantindo acesso e continuidade do cuidado”, afirma.


Desde setembro de 2024, a Atenção Primária passou a contar também com equipes multiprofissionais, as EMULTI, que hoje alcançam aproximadamente 45% de cobertura. Essas equipes atuam tanto no acompanhamento de usuários quanto na prevenção de agravos em saúde mental e uso de substâncias psicoativas.


Atendimentos


Para a coordenadora de Saúde Mental da SMS, Marta Fadrique, o cuidado começa no momento em que surge a dúvida. “Quando a pessoa começa a se perguntar se o seu consumo está se tornando um problema, esse já é um sinal importante. A principal orientação é buscar ajuda. O CAPS AD está de portas abertas, mas esse cuidado também pode começar na unidade de saúde, com a família, no trabalho ou na escola”, explica.

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