Conflito no Oriente Médio dispara dólar para R$ 5,31 e derruba bolsa brasileira ao menor nível em dois meses
- temporacomunicacao
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O cenário de guerra no Oriente Médio disparou um alerta vermelho nos mercados financeiros globais nesta sexta-feira e provocou um choque de realidade na economia brasileira. Sob o peso da escalada militar entre Israel e Irã, o dólar deu um salto de 1,41% e encerrou o dia cotado a R$ 5,316, atingindo o patamar mais elevado desde janeiro. O movimento reflete uma fuga em massa de investidores para ativos de segurança, ignorando o otimismo que marcou o início do ano e derrubando o Ibovespa para os 177.653 pontos, o nível mais baixo em quase dois meses.
A tensão atingiu o ápice após declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que prometeu intensificar as ações militares contra o regime iraniano. A retórica de Washington alimentou o medo de um conflito prolongado com impactos diretos no abastecimento global de energia, fazendo o petróleo Brent disparar 2,67% e romper a barreira dos US$ 103 por barril. Com a commodity acumulando alta de 70% no ano, os investidores revisaram drasticamente as expectativas de inflação e passaram a duvidar de cortes de juros pelo Federal Reserve nos Estados Unidos, fortalecendo ainda mais a moeda americana no índice global DXY.
No Brasil, o real teve o pior desempenho entre as moedas emergentes. A desvalorização acumulada de 3,55% somente em março reverteu os ganhos recentes e forçou uma intervenção direta do Banco Central. A autoridade monetária realizou uma operação de casadão para injetar US$ 1 bilhão no mercado à vista e conter a falta de liquidez, mas a pressão vendedora prevaleceu diante da saída relevante de capital estrangeiro. Enquanto o mercado de ações amarga uma queda de 5,9% no mês, a incerteza geopolítica dita o ritmo de uma economia que agora se vê refém do preço do barril e dos próximos passos diplomáticos na Casa Branca.













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