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Desmatamento no Brasil cai 32,4% em 2024, mas Cerrado segue como bioma mais afetado

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 15 de mai.
  • 2 min de leitura

O Brasil registrou uma queda de 32,4% no desmatamento em 2024 em relação ao ano anterior, totalizando 1.242.079 hectares de vegetação nativa suprimidos. Os dados são do Relatório Anual do Desmatamento (RAD) da Rede MapBiomas, divulgado nesta quarta-feira (15).

Esta é a segunda redução consecutiva nos índices nacionais e, pela primeira vez desde o início da série histórica em 2019, todos os biomas apresentaram queda nas taxas de desmatamento. A única exceção foi a Mata Atlântica, que permaneceu estável.

O Cerrado liderou o ranking dos biomas mais afetados, com 652.197 hectares desmatados — o equivalente a 52,5% do total nacional. A região do Matopiba (que abrange partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentrou 75% da área desmatada no Cerrado e cerca de 42% de toda a perda de vegetação nativa no país. Apesar da liderança negativa, o bioma teve uma redução de 40% no desmatamento em relação a 2023.


A Amazônia foi o segundo bioma mais atingido, com 377.708 hectares desmatados, representando 30,4% do total nacional. Somados, Amazônia e Cerrado responderam por quase 89% de toda a perda de cobertura vegetal registrada em 2024.

A região conhecida como Amacro (abrangendo partes do Amazonas, Acre e Rondônia) teve uma redução de 13% nas áreas desmatadas. No entanto, o Acre destoou da média e registrou aumento de 31% no desmatamento em comparação ao ano anterior.

Entre os estados, o Maranhão liderou com 17,6% do total desmatado no Brasil, mesmo após uma redução de 34,3% em sua área afetada. Já o Pará manteve o primeiro lugar no acumulado dos últimos seis anos (2019–2024), com quase 2 milhões de hectares devastados.

Em termos absolutos, o país perdeu uma média diária de 3.403 hectares de vegetação nativa em 2024, o equivalente a 141,8 hectares por hora. Na Amazônia, a média foi de 1.035 hectares por dia — ou aproximadamente sete árvores derrubadas por segundo.


O dia 21 de junho foi o mais crítico do ano, com uma área desmatada equivalente a 3.542 campos de futebol.

Mais de 97% da supressão de vegetação no país entre 2019 e 2024 foi causada pela expansão agropecuária. O garimpo ilegal também se destacou, sendo responsável por 99% do desmatamento dessa atividade na Amazônia. Já empreendimentos de energia renovável responderam por 93% da perda de vegetação causada por esse setor, com destaque para a Caatinga. A expansão urbana foi responsável por 45% da área desmatada no Cerrado.

Na Mata Atlântica, a estabilidade nos números esconde um agravante: os eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul entre abril e maio impactaram significativamente os dados. O estado registrou um aumento de 70% na perda de vegetação nativa no período. Sem essa influência, a Mata Atlântica teria apresentado uma redução de pelo menos 20% no território gaúcho em relação a 2023.


Desde 2019, o Brasil já perdeu cerca de 9,88 milhões de hectares de vegetação nativa — uma área equivalente à da Coreia do Sul. Desse total, 67% estão localizados na Amazônia Legal.


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