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Fechamento do Jornal Luis Fernando Verissimo

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 30 de ago.
  • 2 min de leitura

Por Decimar Biagini



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Eu pensei, como Cruz-altense raiz, em fazer uma crônica, mas o maior cronista que já vi foi LFV, então vou traçar homenagem à despedida de cena do rebento de Erico Verissimo desfilando pelas obras, pois a síntese dos dias atuais no cotidiano doméstico nos ajuda quando somos pegos de surpresa. Entendo que a vida neste plano, como a despedida de cena, de um idoso tão erudito e culto, deve ser um até logo, como quem dobra o jornal, levanta do banco da praça, vai caminhando lentamente até que não se visualize entre o calçadao da Pinheiro Machado até a esquina democrática. Então segue o baile:

 

 

Chegada ao outro plano

 

Lírios no chão

Érico dá abraço

clarim no clarão

 

Analista de Bagé

 

Mate na mão

o gaúcho e a razão

freud no galpão

 

Comédias da Vida Privada

 

Mesa e quintal

riso no bem e no mal

drama banal

 

O Clube dos Anjos

 

Banquete ao fim

fome e morte no festim

sorriso ruim

 

Mentiras que os Homens Contam

 

Palavra é véu

olhos já negam ao léu

mentir é céu

 

Mentiras que as Mulheres Contam

 

Risada esconde

verdade sempre se esconde

mas já responde

 

Borges e os Orangotangos Eternos

 

Macacos vão

livro e sonho na mão

Borges então

 

Os Espiões

 

Carta fechada

a verdade envenenada

trama tramada

 

A Grande Mulher Nua

 

Página nua

crônica clara e sua

vida se insinua

 

Amor Brasileiro

 

No coração

paixão ternura e ilusão

riso e canção

 

Ed Mort e Outras Histórias

 

Tiro falhou

detetive tropeçou

riso ficou

 

Aplauso final

 

Assim Verissimo

teu humor se despede em flor

continua sorriso

 

 

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Decimar da Silveira Biagini

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