top of page

Final de ano: Um convite para fechar ciclos e recomeçar

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 26 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Coluna da Psicóloga Franciele Sassi


Dezembro chega mais uma vez, batendo à porta da nossa vida. E, com ele, não vem apenas a virada do calendário, mas um convite silencioso — e muitas vezes intenso — para olhar para trás e revisitar o caminho percorrido ao longo do ano que se encerra.


É tempo de reavaliar escolhas, atitudes, sonhos cultivados e sonhos adiados. Pensamos no que fizemos, no que deixamos de fazer, no que poderia ter sido diferente. Revemos expectativas, metas alcançadas, planos interrompidos e aqueles que ainda insistem em morar dentro de nós. Para muitos, dezembro é sinônimo de festas, encontros, descanso e a promessa de férias.


Para outros, no entanto, é um período cansativo, emocionalmente exigente e, por vezes, solitário. Embora socialmente seja visto como um mês alegre, dezembro também nos coloca frente a frente com nós mesmos. É quando o ritmo desacelera para alguns, mas o mundo interno parece acelerar.


Emoções ficam à flor da pele, a tolerância às frustrações diminui e pequenas situações ganham proporções maiores do que em outros momentos do ano. Isso acontece porque dezembro é um mês carregado de simbolismos: ele nos pede encerramentos, balanços e decisões sobre o que precisa ficar e o que já não cabe mais. Ao pensarmos no que desejamos deixar para trás com o fim do ano e no que queremos construir com o início de um novo ciclo, nos deparamos, inevitavelmente, com o desconforto da mudança. E mudar não é simples. Exige esforço, energia e coragem. As mudanças nos retiram daquilo que é conhecido e seguro, nos afastam de zonas de conforto e nos convidam a criar novos caminhos. Elas nos chamam à responsabilidade de assumir o protagonismo da própria história, mesmo sem garantias de que tudo sairá exatamente como planejado.


Diante disso, torna-se compreensível que tantas pessoas apresentem reações emocionais típicas deste período: tristeza, dúvidas, inseguranças, irritabilidade, cansaço emocional ou um humor mais rebaixado. Esses sentimentos não são sinais de fraqueza, mas respostas humanas a um momento de transição. Por isso, o convite que dezembro nos faz é também um convite ao cuidado. Cuidar de si, respeitar os próprios limites, resgatar aquilo que traz sentido e prazer, estar perto de quem acolhe e fortalece. Que possamos atravessar esse fechamento de ciclo com gentileza, permitindonos sentir o que vier, sem julgamentos.


Que possamos reconhecer que fizemos o melhor que nos foi possível dentro das condições que tivemos. E que, ao olhar para o novo ano, a esperança encontre espaço para crescer — não como uma obrigação de felicidade, mas como a possibilidade real de recomeçar, passo a passo, com mais consciência, respeito e humanidade consigo mesmo.



Franciele Sassi, Mestre em Psicologia Clínica, Especialista em Lutos, Perdas e Suicídio, Especialista em Apego e Vínculos, Intervenções em Emergências Pós-Desastre e Colunista do Pauta Serrana.


Comentários


Receba nossas atualizações

Obrigado pelo envio!

  • Facebook
  • Whatsapp
  • Instagram
Pauta Branco_edited.png

Rua Cândido Costa 65, sala 406 - Palazzo del Lavoro

Bento Gonçalves/RS - Brasil

bottom of page