Final de Semana Serrano Estoico, Vinho, Haicais, Futebol, Gelo, Horóscopo e Geopolitica
- temporacomunicacao
- 11 de set.
- 3 min de leitura
Coluna de Decimar Biagini
Em Cruz Alta, a sexta vem com oito graus marcando no termômetro e sensação de cinco. O vento sul assobia feito argentino traído, as roupas no varal resistem ao frio como quem guarda segredo de família. Marco Aurélio, se fosse colono açoriano, cantaria: “O que incomoda não é o frio, mas achar que ele vai embora sozinho.” Mas quem sabe, né? Esse frio se ajeita para ficar mais ainda.
O vento corta
geada veste o campo
silêncio entorta
Donald Trump, Gêmeo falante que fala mais que condor em voo, se encontrou com bilionários para propor taxar chips, sim, ele quer meter imposto até na fumaça da brasa do churrasco. Aqui no pago, se alguém tenta meter parecer de imposto na fumaça, a gente manda o carreteiro cantar mais alto.
Promessa antiga
cem anos de novela
a pá fadiga
O túnel Santos/Guarujá saiu do papel depois de cem anos de espera. Parecia parente distante retornando de navio velho. Agora é promessa para português fazer com investimento chinês e brasileiro inaugurar. Quando cortarem a fita, vai ter fila de buzinas, tapete duplamente vermelho inédito num túnel que só existe na esperança possível de um tarifaço mitigado estilo drible do Robinho pedalando em futuros aditivos astronomicos na casa dos bilhões.
Mosquito ousa
sobre o casco gigante
a asa pousa
Na Venezuela, o Sagitário Maduro mandou seus caças sobre navios americanos. A cena parece vespa assanhada zunindo perto de elefante. Calor, barulho, mas basta um abano grande que vira lembrança. Aqui, os gaúchos afastam mosca com cuia e uma boa estrova.
Noite confusa
a bola dança e some
torcida abusa
No Maracanã, os geminianos brasileiros encarnaram Algum Mistério: jogo de ida e volta, passes mais atravessados que verbo irregular. Mas saiu o gol, saiu a vitória. Torcida respirou aliviada, sufocada e satisfeita. Gaúcho entende: se tem vitória, não importa se foi baile ou tiroteio.
Destino gira
planeta bebe estrelas
a sorte expira
E como sexta pede, aqui vai o horóscopo politizado (mas de taça na mão):
Trump (Gêmeos): vai tagarelar até cansar, taxar chip é só parte da piada.
Netanyahu (Libra): equilibrar conflito é teu carnaval, mas cuidado com queda no palanque.
Modi (Virgem): ríspido e meticuloso, agora precisa de coalizão: assembleia de voto estilosa.
Xi (Gêmeos): falante e adaptável; exportações para china subiram 28 % após tarifação do Trump, empresa que venceu hoje para tunel em Santos apos 100 anos de projeto engavetado é chinesa e portuguesa no consórcio, depois se ajeita no tapete vermelho um super porto para driblar os americanos e convém fazer transplantes só depois dos 100 anos para chegar aos 150;
Putin (Libra com lua em Gêmeos): tenta fingir diplomacia, mas a mão tá sempre no xadrez mortal.
Zelensky (Aquário): criativo e teimoso, tenta equilibrar a guerra com discursos virais.
Lula (Escorpião?): parece escorpião pela intensidade, mas escapa com jeito de engateiro sindical.
Milei: Libra com veneno de escorpião, discursinho liberal e faca afiada mesmo assim.
Maduro (Sagitário): ataca com força de estilingue e selfie de green juice, mas promessa de “terremoto ".
Assim segue Cruz Alta: friamente irônica, com sotaque açoriano-italiano, entre vinhos e discursos pequenos sem dicotomia que não seja o gosto pelo sarcasmo. Rir de política é o que faz o vinho ficar mais atrativo, de sentir o tanino e acidez sem lacrimejar com o ano do Dom Mamede de Lisboa (R$37,00, safra 2023).
Marco Aurélio, sentado no meu sofá entornando lentamente o tinto, levantaria a taça e diria: “Resistir ao frio e às promessas vazias é pé firme no chão e gargalhada mantendo o centro sem afetação.”

Decimar da Silveira Biagini














Comentários