Indicação geográfica abre novas oportunidades para a erva-mate gaúcha
- temporacomunicacao
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Fórum Florestal na Expodireto debateu ampliação de mercados para o produto

Indicação geográfica da erva-mate foi debatida no Fórum Florestal, durante a Expodireto 2026
O que o presunto de Parma (Itália), o vinho do Porto (Portugal) e o queijo minas (Minas Gerais) têm em comum? À primeira vista pode passar despercebido, mas todos eles carregam sua origem no próprio nome. Essa identidade consolidada é construída por meio de um processo chamado indicação geográfica, um instrumento de propriedade industrial que distingue a origem de um determinado produto ou serviço.
A importância dessa identidade foi discutida nesta quinta-feira durante o 18º Fórum Florestal, na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.
O primeiro palestrante foi o analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), André Luís Bordignon, que explicou que a indicação geográfica não é algo que se cria, mas sim um reconhecimento da relação de um produto com uma região ou com um povo.
“Existem outros fatores que precisam ser considerados para agregar valor. Não é apenas o produto em si que vai conquistar o cliente. As histórias, os propósitos e as conexões construídas em torno da marca são fundamentais. Essas histórias são importantes para criar vínculos, fidelizar clientes e também abrir portas para novos mercados que querem fazer parte e contar essas histórias junto com a marca”, afirmou.
A proposta é ampliar a indicação geográfica da erva-mate gaúcha, produto característico do Estado. Para isso, o Sebrae planeja prestar apoio técnico nos cinco polos ervateiros do Rio Grande do Sul para buscar essa certificação.
“O desenvolvimento territorial da erva-mate, por meio da indicação geográfica, seja com a erva-mate ou com outros produtos, abre oportunidades de mercado. E, se a gente constrói uma organização do território, consegue fazer conexões com outras áreas, como o turismo, por exemplo”, disse.
André Luís Bordignon explicou os benefícios da indicação geográfica| Foto: Camila Cunha
O coordenador da Câmara Setorial da Erva-Mate da Secretaria da Agricultura e extensionista da Emater, Ilvandro Barreto de Melo, foi o segundo palestrante. Ele afirmou que “vender um mate sem indicação geográfica é viajar sem sair do lugar”.
Atualmente, há cerca de 150 indicações geográficas no Brasil, reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A primeira do Rio Grande do Sul para a erva-mate foi conquistada em 2025 pela erva-mate da Região de Machadinho.
“É isso que estamos buscando para a erva-mate: valorizar o nosso produto e, acima de tudo, marcar o território onde ele é produzido. Dar essa notoriedade maior à erva-mate gaúcha, que é uma erva-mate de qualidade, e a indicação geográfica vem comprovar isso”, afirmou.
A proposta é ampliar a indicação geográfica da erva-mate gaúcha, produto característico do Estado. Para isso, o Sebrae planeja prestar apoio técnico nos cinco polos ervateiros do Rio Grande do Sul para buscar essa certificação.
“O desenvolvimento territorial da erva-mate, por meio da indicação geográfica, seja com a erva-mate ou com outros produtos, abre oportunidades de mercado. E, se a gente constrói uma organização do território, consegue fazer conexões com outras áreas, como o turismo, por exemplo”, disse.
O coordenador da Câmara Setorial da Erva-Mate da Secretaria da Agricultura e extensionista da Emater, Ilvandro Barreto de Melo, foi o segundo palestrante. Ele afirmou que “vender um mate sem indicação geográfica é viajar sem sair do lugar”.
Atualmente, há cerca de 150 indicações geográficas no Brasil, reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A primeira do Rio Grande do Sul para a erva-mate foi conquistada em 2025 pela erva-mate da Região de Machadinho.













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