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Jogaremos à "vera" ou à "BRICS"?

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 8 de jul.
  • 3 min de leitura

Coluna de Decimar Biagini


Dei uma olhada nas últimas invenções registradas este ano, para meu azar, não resisti e dei uma rolada nas páginas de política nacional e internacional, derrapada espiritual da semana, tenho vibrado igual pipa louca.

 

Robô na Lua Gelada

 

Busca em céu profundo

vida escondida no fundo

vem o robô vagabundo

 

Nanorrobôs Contra o Câncer

 

Minúsculo herói

dentro da veia se foi

mata o mal e dói

 

Material Inquebrável

 

Mais leve que o ar

resiste sem se quebrar

só o preço vai pesar

 

Criatura do Abismo

 

Brilha no escuro

no mar profundo e maduro

faz o Nemo ficar puro

 

Purificador Solar

 

Do sol vem o bem

água limpa puro zen

se o inverno deixar também

 

Partícula Misteriosa

 

No cosmos se vê

uma partícula por quê

nem Einstein sabe o quê

 

Colher de Duzentos Dólares

 

Por esse valor

espero com muito amor

que ela me chame de senhor

 

Invenção tem de monte, juízo tá em falta

 

Eu até inventei esta semana de ver a promoção daquele garoto propaganda que foi pai do Chris, tinha quatro empregos, mas não há nenhuma novidade lá nos preços, poderia criar um novo seriado, "todo mundo odeia o 7/7.

 

O mundo não cansa de inventar. Quando a gente pensa que já tem mais tecnologia do que juízo, lá vem novidade. Botaram um robô pra farejar vida em lua gelada, que é quase o equivalente espacial de procurar minhoca em pedra. Mandaram nanorrobôs pra dentro das veias, combatendo o câncer, o que é bonito, mas aqui no Brasil o que entra na nossa veia primeiro é o imposto. Criaram um material forte e leve, que, pelo preço, deve ser mais pesado que dívida de pequeno agricultor. No fundo do mar acharam bicho que brilha. No fundo do Brasil, só se acha recibo de promessa quebrada. Fizeram purificador solar, ótimo, desde que o sol lembre de aparecer, porque por aqui até o clima entra em recesso. Descobriram partícula misteriosa no universo, mas o grande mistério brasileiro segue sendo onde foi parar o salário depois do dia 5. E, por fim, a colher de plástico de duzentos dólares, que só pode ser invenção de quem já resolveu todos os problemas do mundo e agora se diverte enganando rico.

 

Enquanto isso, o Brasil segue firme… firme na incerteza, tropeçando em buraco de rua e tentando explicar pro mundo como é que um país tão rico em gente boa consegue ser tão criativo em problema.

 

E aí chega o Trump, batendo no peito, dizendo que os BRICS são ameaça pros Estados Unidos. Ah, Trump, não me faça rir que eu tô com os dentes da frente fracos!

 

BRICS, meu caro, é tipo reunião de condomínio com vizinho esquisito: todo mundo discute, ninguém se entende, e no final a única certeza é que vai aumentar a taxa.

 

Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Argentina, Irã… Já virou baile municipal, entra quem quer, sai quem pode. Todo mundo promete, aperta a mão, tira foto bonita, e depois volta pra casa com inflação, crise e o WhatsApp cheio de corrente.

 

E o Brasil no meio, com cara de quem foi ao baile de terno alugado e descobriu que a gravata tá torta. A gente diz que tá no BRICS pra fortalecer o país, mas, no fundo, o Brasil parece aquele parente que se mete na briga dos grandes e, quando vê, tá pagando a conta sem ter comido no churrasco.

 

E cá entre nós: se é pra ameaçar os Estados Unidos, antes a gente teria que conseguir arrumar o sinal da internet no interior, tapar os buracos da estrada e fazer o preço do arroz caber no bolso do povo, agora o arroz baixou e já tem agricultor fazendo as contas, mas não ligo pois estou na região do trigo e se pensar como um BRIC eu faço um clube cruz-altense e fundo uma autocracia das coxilhas de arroz, pão e charque, só vai faltar o Bento, ninguém preso lá na Bahia viria até São Borja, talvez até viesse, mas com tornozeleira chinesa ou americana? Depois disso, quem sabe…

 

Por enquanto, seguimos com as invenções de ponta, a política de esquina e o BRICS, que mais parece aquele truco jogado na praça: muito grito, pouca carta boa.

Decimar da Silveira Biagini
Decimar da Silveira Biagini

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