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O Dia dos Pais na experiência do luto

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 11 de ago.
  • 2 min de leitura

Coluna da psicóloga Franciele Sassi


O luto pela perda do pai é um processo profundo e sempre único para cada pessoa, marcado por lembranças, vínculos e significados que vão muito além da ausência física. A figura paterna, para muitos, representa proteção, afeto, orientação e histórias que moldaram quem somos. Quando o pai parte, não é apenas a pessoa que se perde, mas também a presença nos momentos futuros, as conversas que não acontecerão e os abraços que não serão mais possíveis.

No entanto, o luto não é linear. Mesmo depois de um período em que a dor inicial parece ter diminuído, há situações que podem trazer à tona, com intensidade, sentimentos que pareciam mais “tranquilos” de enfrentar. Datas comemorativas, como o Dia dos Pais, são um exemplo claro disso. Essas ocasiões funcionam como gatilhos emocionais: lembram do que já não está mais presente e reativam memórias e emoções ligadas à perda.

É comum que, nesses dias, surjam sentimentos como tristeza, saudade, vazio e até raiva pela ausência. Ao mesmo tempo, também podem aparecer gratidão, ternura e sorrisos ao relembrar momentos vividos juntos. É uma mistura que pode confundir e desgastar emocionalmente, pois o coração transita entre dor e amor, entre perda e lembrança.

Reconhecer que essa reativação emocional é normal e esperada ajuda a lidar com ela. Permitir-se sentir, criar rituais para homenagear o pai, compartilhar histórias com outras pessoas ou escrever sobre o que ele significou podem ser formas de transformar a dor em memória viva. Assim, o Dia dos Pais, mesmo sem a presença física, pode ser um momento de reconexão com o que foi construído ao longo da vida.

O amor não termina com a morte. Ele se transforma e encontra novas maneiras de existir através dos gestos que repetimos, das lições que seguimos e do espaço que essa relação ocupa dentro de nós. O luto, nessas datas, nos lembra justamente disso: que sentir saudade é a prova de que existiu um vínculo que valeu a pena.


Franciele Sassi, Mestre em Psicologia Clínica, Especialista em Lutos, Perdas e Suicídio, Especialista em Apego e Vínculos, Intervenções em Emergências Pós-Desastre, colunista do Pauta Serrana.
Franciele Sassi, Mestre em Psicologia Clínica, Especialista em Lutos, Perdas e Suicídio, Especialista em Apego e Vínculos, Intervenções em Emergências Pós-Desastre, colunista do Pauta Serrana.


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