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Suspeito de assalto a aeroporto de Caxias é baleado em Operação da Polícia Federal

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 28 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a segunda fase da Operação Elísios, que investiga os envolvidos no assalto a um carro-forte no aeroporto de Caxias do Sul, ocorrido em 19 de junho de 2024. Durante a ação, um dos alvos, conhecido como “Gatão”, de 40 anos, entrou em confronto com os agentes e acabou sendo baleado no bairro Morada do Vale III, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O estado de saúde do suspeito ainda não foi divulgado.

A ofensiva mobiliza cerca de 200 policiais federais em quatro estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 26 ordens de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados. No Rio Grande do Sul, as ações ocorrem nas cidades de Caxias do Sul, Gravataí, Taquara e Parobé.

Entre os alvos da operação está um suspeito apelidado de “Cigano”, que havia sido preso dois dias após o roubo em Juquitiba, no interior paulista. Apontado como integrante da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele coordenaria as finanças e a logística da organização criminosa. Desde sua captura, estava detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), mas foi colocado em prisão domiciliar no último dia 22 de maio, por decisão da Justiça Federal, para realizar uma cirurgia de hérnia de disco. O monitoramento do suspeito será feito por meio de tornozeleira eletrônica, com previsão de dois meses de duração, podendo ser prorrogado conforme evolução clínica.

O assalto que motivou a investigação resultou na morte do 2º sargento Fabiano Oliveira, de 47 anos, do 12º BPM. Os criminosos conseguiram levar quase metade dos R$ 30 milhões que seriam transportados por um carro-forte a partir do terminal Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul. Segundo a PF, o plano foi meticulosamente dividido em quatro fases: planejamento, execução, fuga e exfiltração — esta última voltada à movimentação e ocultação ilegal dos valores.

Na primeira fase da Operação Elísios, realizada ainda em 2024, foram identificadas 19 pessoas com envolvimento no crime. Dessas, 17 foram indiciadas, duas morreram em confrontos com a polícia, 12 foram presas preventivamente e uma em caráter temporário. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, com o sequestro de 26 veículos, 19 contas bancárias e quatro imóveis.

A investigação também revelou que integrantes do PCC se deslocaram de São Paulo ao Rio Grande do Sul dias antes do crime e contaram com o apoio de criminosos locais. A estrutura do assalto envolveu o financiamento e transporte de armamento pesado, como fuzis, explosivos, rádios comunicadores, chips, roupas táticas, veículos clonados, hospedagens e locais para esconderijo.

Os investigados responderão por diversos crimes, incluindo latrocínio, falsificação de identidade, explosão, adulteração veicular, usurpação de função pública, posse de armamento restrito, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada. Somadas, as penas podem chegar a 97 anos de prisão. A maioria dos alvos já possuía antecedentes criminais relacionados a roubos e crimes violentos.

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