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Polícia Civil avança na apuração de morte de adolescente em Bento Gonçalves

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    temporacomunicacao
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Depoimento de testemunha ocular e perícia da arma de pressão encontrada no veículo direcionam os rumos do inquérito em Bento Gonçalves.



A investigação sobre a morte do adolescente Pedro Henrique Friederich da Silva, de 14 anos, ocorrida na tarde desta terça-feira, 28, no Hospital Tacchini, ganhou novos e decisivos contornos. O caso, que inicialmente foi reportado como um acidente de trânsito na BR-470, no distrito de Tuiuty, agora é trabalhado pela Polícia Civil com a principal hipótese de suicídio.


De acordo com informações colhidas pela reportagem, o avanço das oitivas de familiares e, fundamentalmente, o relato de uma testemunha ocular, esclarecem a dinâmica dos fatos na noite de segunda-feira, 27. Segundo o depoimento, o jovem teria colidido o veículo da família contra um poste, descido do carro, passado pela frente do automóvel e retornado para o interior do veículo, sentando se no banco do carona. Foi neste momento que ele teria utilizado a arma. A testemunha confirmou que Pedro Henrique estava sozinho no local.


Amigos da família entraram em contato com a reportagem do Pauta Serrana e relataram o cenário de profundo desespero vivido pelo pai do adolescente.


Segundo as informações recebidas de pessoas próximas e da Polícia Civil, o jovem teria saído de casa com o carro da família e, ao chegarem ao local da colisão e encontrarem Pedro Henrique ferido, os familiares, acreditando tratar se apenas das consequências do impacto do acidente, agiram por instinto para salvar a vida do jovem.


Eles removeram o adolescente e o transportaram em uma caminhonete Toyota Hilux em direção ao hospital, encontrando as equipes de resgate do SAMU e do Corpo de Bombeiros no caminho, nas proximidades do Posto do Hélio, no bairro São João.


A investigação apurou que o adolescente teria saído de casa com a intenção declarada de encontrar um amigo para comparar e calibrar armas de pressão, já que ambos possuíam modelos semelhantes. No entanto, o encontro não ocorreu.


Naquela manhã, o jovem havia solicitado à família para não comparecer à escola, alegando cansaço. A arma encontrada no veículo era originalmente de pressão, mas a perícia deve confirmar se houve adaptação para o uso de munição calibre .22.


Segundo a polícia, não há indícios de que os responsáveis tivessem conhecimento de qualquer modificação no objeto, o que afasta, inicialmente, a possibilidade de indiciamento por omissão de cautela.


O Hospital Tacchini esclareceu que o óbito foi confirmado no final da tarde de ontem, antes mesmo da conclusão do protocolo de morte encefálica iniciado às 13h10. A Polícia Civil segue aguardando os laudos periciais para concluir o inquérito.

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