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Que o Janeiro Branco se estenda para o ano inteiro

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    temporacomunicacao
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Coluna da Psicologa Franciele Sassi


Franciele Sassi, Mestre em Psicologia Clínica, Especialista em Lutos, Perdas e Suicídio, Especialista em Apego e Vínculos, Intervenções em Emergências Pós-Desastre e Colunista do Pauta Serrana.
Franciele Sassi, Mestre em Psicologia Clínica, Especialista em Lutos, Perdas e Suicídio, Especialista em Apego e Vínculos, Intervenções em Emergências Pós-Desastre e Colunista do Pauta Serrana.

2026: um novo ano começa e, junto com ele, a ideia de recomeços, promessas, metas e mudanças. Janeiro chega, muitas vezes, carregado de expectativas. Porém, nem sempre esse “novo começo” vem acompanhado de disposição emocional. Muita gente tira férias, mas não necessariamente descansa. Volta do caos do final do ano. Os retornos e recomeços nem sempre vêm com ânimo, disposição. Por isso, cuidar-se bem logo em janeiro é um gesto de autocuidado fundamental — é como preparar o terreno interno para tudo o que ainda virá ao longo do ano. Janeiro é apenas o início... e precisamos aprender a não precisar começar “com tudo”, mas sim cada qual no seu próprio tempo.

É nesse contexto que surge o Janeiro Branco, uma campanha dedicada à conscientização sobre a saúde mental e emocional. A proposta nasceu no Brasil, em 2014, idealizada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, na cidade de Uberlândia (MG). O nome faz referência a uma “folha em branco”, simbolizando a possibilidade de escrever novas histórias, rever escolhas e olhar para si com mais atenção. Desde então, o movimento ganhou força nacional e passou a incentivar diálogos abertos sobre emoções, sofrimento psíquico, prevenção e cuidado psicológico.

Apesar do simbolismo de renovação, o mês de janeiro pode ser emocionalmente desafiador para muitas pessoas. Após o período de festas, confraternizações e pausas na rotina, a volta à realidade pode trazer um impacto significativo. Há quem sinta um vazio depois do fim do ano, quem enfrente frustrações por metas não cumpridas, dificuldades financeiras comuns desse período, cobranças internas por “começar melhor” ou, ainda, a intensificação de sentimentos de solidão, ansiedade e tristeza. Para pessoas enlutadas ou que atravessam momentos de vulnerabilidade emocional, esse contraste entre o discurso de alegria e a dor interna pode ser ainda mais intenso.

Cuidar da saúde mental em janeiro não significa “resolver tudo”, muito menos estar “bem resolvido” com as coisas. Significa olhar para si com honestidade e gentileza. Respeitar o próprio tempo, os limites, as necessidades. É reconhecer e validar emoções, entender que nem todo início precisa ser grandioso e que pedir ajuda é sempre um ato de coragem, porque não é fácil. A psicoterapia, a escuta qualificada, os momentos de pausa e o cuidado com a própria rotina emocional são ferramentas importantes para atravessar esse período com mais consciência e equilíbrio.

O Janeiro Branco nos convida a refletir: como estou emocionalmente? Que histórias quero continuar escrevendo? Quais precisam ser ressignificadas? Cuidar da mente é cuidar da vida — e não existe momento melhor para começar do que agora. E que esses cuidados se estendam ao longo de todo o ano.

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