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Recarregar a bateria da vida para sentir-se produtivo, potente e fortalecido internamente

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    temporacomunicacao
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
Franciele Sassi, Mestre em Psicologia Clínica, Especialista em Lutos, Perdas e Suicídio, Especialista em Apego e Vínculos, Intervenções em Emergências Pós-Desastre e Colunista do Pauta Serrana.
Franciele Sassi, Mestre em Psicologia Clínica, Especialista em Lutos, Perdas e Suicídio, Especialista em Apego e Vínculos, Intervenções em Emergências Pós-Desastre e Colunista do Pauta Serrana.

Vivemos em um ritmo que, muitas vezes, nos ensina a continuar, insistir e produzir, mesmo quando o corpo e a mente pedem pausa. Algumas comunidades como, por exemplo, a nossa aqui da região, reforçam bastante essa ideia de que para termos ou sermos alguém com créditos, precisamos sempre estar no limite das coisas, fazermos cada vez mais. No entanto, para que um ano seja realmente produtivo, saudável e possível de ser sustentado, o descanso e o autocuidado deixam de ser luxo e passam a ser necessidade. Mesmo o descanso requer disciplina, do contrário, tendemos a não parar tão cedo.


Cuidar de si não é sinônimo de egoísmo, nem de desistência ou fraqueza. É um ato consciente fruto do desejo de viver com responsabilidade consigo mesmo. Quando nos permitimos parar, respirar e olhar para dentro, criamos espaço para reorganizar pensamentos, emoções e prioridades. É nesse intervalo que recuperamos energia, clareza e presença para seguir adiante com mais sentido e equilíbrio.


O início do ano carrega um convite simbólico à conscientização: perceber como estamos, como nos sentimos e o que temos feito de nós mesmos. Permitir-se descansar é reconhecer limites, respeitar o próprio ritmo e entender que ninguém rende bem vivendo no modo automático o tempo todo. A conta chega! Produzir mais não significa se esgotar, e sim aprender a alternar movimento e pausa – esse é o movimento da vida: entre passos pra frente a passos pra trás.


Autocuidado pode estar nas pequenas escolhas do dia a dia: dormir melhor, alimentar-se com mais atenção, reduzir a autocrítica, dizer “não” quando necessário. Também pode ser reservar um tempo para algo que gera prazer — ouvir música, ler sem pressa, caminhar ao ar livre, assistir a um filme, cuidar de plantas, escrever, cozinhar, estar com quem faz bem ou simplesmente não fazer nada por alguns minutos, sem culpa.


Cuidar da saúde emocional também é autocuidado. Falar sobre sentimentos, buscar apoio quando necessário, respeitar momentos de silêncio e acolher o que se sente fazem parte desse processo. O descanso mental é tão importante quanto o físico.


Ao longo do ano, quem se permite parar, se cuidar e se escutar tende a caminhar com mais consistência, criatividade e leveza. Que possamos nos autorizar a desacelerar quando for preciso, entendendo que o verdadeiro rendimento nasce de uma mente descansada, de um corpo respeitado e de uma vida que inclui, conscientemente, tempo para si.


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