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Rompendo Correntes: Liberdade, Violência Patrimonial e Dependência Emocional no Término de Relacionamentos

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 1 de out.
  • 2 min de leitura


Maia Boaro é psicopedagoga, psicoterapeuta e psicanalista, com especialização em Término , Dependência e Narcisismo. Especialista em Neuropsicologia e problemas de aprendizagem; Educação especial infantil e TEA; Terapia cognitiva comportamental; Especialização em terapia em aba; Terapia analítica do comportamento infantil; Especialização em alfabetização e letramento.
Maia Boaro é psicopedagoga, psicoterapeuta e psicanalista, com especialização em Término , Dependência e Narcisismo. Especialista em Neuropsicologia e problemas de aprendizagem; Educação especial infantil e TEA; Terapia cognitiva comportamental; Especialização em terapia em aba; Terapia analítica do comportamento infantil; Especialização em alfabetização e letramento.

O término de um relacionamento pode ser um momento de grande vulnerabilidade emocional. Muitas vezes, ele traz à tona não apenas a dor da separação, mas também a exposição de dinâmicas abusivas que antes estavam camufladas. Entre elas, destacam-se a violência patrimonial e a dependência emocional, que se entrelaçam de forma cruel, dificultando a autonomia e a liberdade da pessoa que deseja se libertar.

A dependência emocional é uma armadilha silenciosa. Ela se desenvolve a partir de carências afetivas, baixa autoestima e uma construção relacional baseada no medo da perda. Alimentada pelo controle e pela manipulação, torna-se um terreno fértil para práticas abusivas. Nesse contexto, a violência patrimonial surge como extensão do domínio emocional, expressando-se através do controle sobre bens, ameaças relacionadas a propriedades e até mesmo na destruição de objetos que carregam valor simbólico.

Relatos de vítimas mostram como essa forma de violência ultrapassa o aspecto material. Ela corrói a dignidade, restringe escolhas e mina a confiança em si mesma. A liberdade, então, passa a ser cerceada não apenas pelas amarras afetivas, mas também pelo peso de pressões econômicas e chantagens, criando um ciclo de medo e insegurança difícil de romper. Ainda assim, muitas pessoas encontram forças para superar tais relações, narrando processos de reconstrução nos quais cada passo em direção à autonomia se torna um ato de coragem.

Diante desse cenário, torna-se evidente o papel fundamental da sociedade e da justiça. Persistem lacunas nas políticas de proteção e acolhimento às vítimas, e a ausência de medidas efetivas contribui para perpetuar a violência. O apoio psicológico e legal é indispensável para que a vítima não apenas denuncie, mas também encontre meios de reerguer-se e reorganizar sua vida. Mais do que punir o agressor, é necessário amparar quem sofreu, oferecendo suporte real e constante.

O caminho para a libertação passa por medidas práticas e também por um trabalho profundo de autoconhecimento. Buscar acompanhamento psicológico, integrar grupos de apoio, conhecer os direitos legais e, sobretudo, cultivar a independência emocional e financeira são passos essenciais para quem deseja romper correntes. A emancipação não se dá de um dia para o outro, mas a construção da liberdade acontece na medida em que a pessoa se redescobre como sujeito pleno de escolhas e possibilidades.

Discutir abertamente a violência patrimonial e a dependência emocional é uma urgência social. Não se trata apenas de conscientizar, mas de transformar padrões que ainda normalizam o abuso. É necessário promover uma cultura de diálogo, empatia e solidariedade que acolha e fortaleça aqueles que buscam recomeçar. Mais do que denunciar, é preciso construir redes de apoio capazes de sustentar novos caminhos de dignidade e segurança.

A violência patrimonial e a dependência emocional não devem ser vistas como dramas individuais, mas como questões coletivas que exigem respostas sociais, jurídicas e humanas. O compromisso é de todos: proteger, amparar e oferecer ferramentas para que a liberdade, uma vez sonhada, se torne realidade. Falar sobre esses temas é afirmar o direito à vida plena, à justiça e à verdadeira liberdade.

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