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Setor de Saúde Bucal promove palestras preventivas e informativas sobre os malefícios do cigarro eletrônico

Foto do escritor: temporacomunicacao
temporacomunicacao
há 1 hora
2 min de leitura




O cigarro eletrônico, conhecido como vape, desde que começou a circular em fins dos anos 2000 ganhou muita popularidade no Brasil, sendo incorporado, preferencialmente, pela cultura jovem. Sua dependência ocorre de forma muito rápida e, até então, não se tem estudos da extensão dos malefícios que podem provocar na saúde. No entanto, tem-se um conjunto de sintomas que estão diretamente ligado ao uso do dispositivo.

Frente a este cenário, a Secretaria de Saúde por meio do Setor de Saúde Bucal vem realizando nos educandários de Bento Gonçalves palestras preventivas e informativas sobre o vape, uma realidade que precisa ser pensada e combatida, e que é uma droga considerada ilícita no Brasil. Sendo assim, não existe controle sobre a composição química do líquido, de características ácidas e doces, que está sendo colocado para a inalação.

Para a coordenadora do setor, Giovana De Bacco, os adolescentes de hoje são a “geração-cobaia” das consequências provocadas pelo cigarro eletrônico.

“O resultado será mensurado nos próximos cinco ou dez anos, tempo necessário para mostrar o tamanho do ‘monstro’ chamado cigarro eletrônico e que está passando despercebido pelas famílias.

O vape é um produto que não deixa cheiro, como o cigarro. Já vimos o adulteramento das bebidas de forma indiscriminada. O líquido vaporizado no vape não é controlado. Nao passa por um órgão de fiscalização. Não se conhece todos os componentes presentes no líquido, nem a concentração”, enfatiza Giovana.

Mas o corpo percebe e envia sinais de que o vape está causando prejuízos. Porém, os sintomas se assemelham, por exemplo, aos sintomas de uma virose: náusea, vômito, diárreia. Sangramento do nariz também pode acontecer. Por alterar as papilas gustativas, a pessoa começa a colocar na sua dieta mais sal, ketchup, mostarda, pimenta, condimentos fortes, pois o paladar começa a perder a sua sensibilidade. Ainda, o comportamento pode tornar-se mais agressivo, irritado.

O vape está associado a uma doença pulmonar crônica irreversível, conhecida por EVALI, popularmente definida como pulmão de pipoca.

“Temos um sistema circulatório que precisa da chegada de oxigênio na corrente sanguínea. O pulmão se encarrega das trocas gasosas e o coração transporta para todo o organismo, sustentando todo o metabolismo. O uso do cigarro eletrônico provoca áreas de fibrose no pulmão, atrapalhando (dificultando ou impedindo) essas trocas gasosas. Ao exame de imagem, essas áreas fibrosas das apresentam-se esbranquiçadas, dando origem ao termo pulmão de pipoca. Essas fibroses são irreversíveis”, explica Giovana.

Não adianta dizer: “usei dois anos; agora parei”. Os danos caudados no pulmão não regridem. Por uma questão autoafirmação, o vape pode ser visto como troféu ou um marco de independência, mas ele cobra um preço muito alto para a saúde das pessoas.

As palestras ampliam o conhecimento dos adolescentes jovens sobre o tema e sua triste realidade que está contaminando e reduzindo o tempo de vida das pessoas.

“Geralmente as diretoras dos educandários nos chamam quando é constatado o uso do cigarro eletrônico. Já tivemos devolutivas de que as palestram auxiliaram na mudança de comportamento. Elas têm esse caráter expositivo, pedagógico, mas, acima de tudo, preventivo”, ressalta a coordenadora.


Para mais informações sobre a palestra sobre o vape, entre em contato com o Setor de Saúde Bucal por meio deste número (54) 3055.7292.

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