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A Arte Secreta da Confiança e Os que Ficam na Tempestade

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 6 de nov.
  • 2 min de leitura

Coluna de Diego Franzen


Há uma ciência oculta na confiança, uma aritmética sagrada que os profanos jamais decifram. Confiança é verbo de iniciação, é pedra filosofal da alma. Forja-se no cadinho das convivências sinceras, onde o chumbo da desconfiança é transmutado em ouro espiritual.


É no silêncio dos gestos e na palavra não dita que o alquimista da amizade reconhece o verdadeiro iniciado, aquele que permanece mesmo quando o mundo se esfarela em ceticismo.


A amizade leal é um pacto hermético entre almas que se reencontraram em outros éons.


Não se explica, se intui.


É um juramento selado por uma química divina, tão rara que o próprio tempo se curva diante de sua luminescência. E quando ela é traída, quando a decepção se insinua com seus tentáculos viscosos, o coração é lançado num abismo de dissonâncias. Dói mais do que a perfídia. Dói o eco do que poderia ter sido.


O distanciamento é uma forma de exílio interior. A ausência, um sacramento negativo. Deixar alguém no vácuo é um rito de dissolução, um feitiço de esquecimento lançado sobre a alma alheia. Mas o mago que compreende as leis invisíveis sabe: nada se perde, tudo se transmuta. O silêncio do outro é apenas matéria bruta para o aprendizado da solidão.


Amar espiritualmente é tocar o invisível com mãos de fé.


É compreender que o amor não é posse, mas energia que perpassa o cosmo e regressa ao seu ponto de origem, mais pura e mais luminosa.


O amor terreno é reflexo imperfeito, o espiritual, espelho de Deus.


Quem acredita e luta por seus sonhos é artífice do impossível.


É aquele que burila a própria sina com cinzel de esperança.


E mesmo quando o destino se ergue como muralha de adamante, o iniciado não recua. Ele sabe que cada obstáculo é um hieróglifo, e que o sofrimento, quando decifrado, é a senha do despertar.


Não deixes que a decepção te destrua.


Ela é apenas o fogo da forja onde tua essência será purificada.


Sofre, mas não te corrompas.


Sangra, mas não amaldiçoes.


O ouro espiritual só emerge após o suplício da chama.


Honra é virtude solar.


É a defesa da tua verdade quando todas as vozes clamam pelo silêncio da covardia. Os que permanecem contigo nas tempestades são teus verdadeiros irmãos de alma.


São os que não bajulam, mas advertem. Não afagam, mas sustentam. São os guardiões da tua própria chama quando o vento da dúvida ameaça extingui-la.


E quando a solidão se abater como um eclipse, lembra-te: o mago que há em ti é indestrutível.


Tua confiança é teu talismã, tua lealdade é teu selo, tua fé é o verbo que movimenta os astros.


O resto é pó.


Mas o que nasce da alma iluminada jamais volta ao pó.


Diego Franzen é jornalista e escritor, autor de 17 livros. CEO da Tempora Comunicação e Editor do Portal Pauta Serrana
Diego Franzen é jornalista e escritor, autor de 17 livros. CEO da Tempora Comunicação e Editor do Portal Pauta Serrana


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