Admirável Ano Novo
- temporacomunicacao
- 30 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
Coluna Poética de Decimar Biagini
Quando o ano se recolhe à própria sombra
o novo surge antigo em seu clarão
o tempo escorre, escapa, não se assombra
respira em nós, não pede permissão
O apego é o fio tênue que nos dobra
casulo onde se esconde a mutação
mas quem agradece ao que já se desombra
aprende o voo e aceita a transição
Tudo o que somos planta-se em cuidado
palavra, gesto, ausência ou intenção
não há colheita fora do semeado
Por isso, ao ver brotar o próprio chão
planejar é escutar o tempo alado
e andar com ele em lúcida estação

Decimar da Silveira Biagini















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