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Decantado ao Silêncio

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 12 de jul.
  • 1 min de leitura

Coluna de Decimar Biagini


Silêncio antigo, véu de madrugada

que embala os passos da alma que pensa

és vinho puro, na taça guardada

em tua ausência, o verbo dispensa

 

Não gritas nunca, mas dizes inteiro

o que o ruído jamais traduzira

a dor, o gozo, o olhar verdadeiro

que no murmúrio do nada respira

 

No teu decanto, tudo se revela

a sombra leve, a música oculta

a paz que canta sem abrir a cela

da carne tensa, que ao tempo resulta

 

Fica, silêncio, sê meu confessor

meu doce amparo, vinho e amor


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Decimar da Silveira Biagini

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