Faroeste Cósmico
- temporacomunicacao
- 23 de jun.
- 2 min de leitura
Coluna de Decimar Biagini
Fé, faroeste, fábulas e final feliz
Acordei hoje com o mundo tenso, o coração batendo com a dor dos povos — e os jornais ecoavam o som de um faroeste cósmico, onde os Estados Unidos agem como cowboys que, ao invés de aguardarem o sinal do duelo, sacam primeiro, desdenhando tratados, fronteiras.
Como assistir tudo isto com poesia e esperança?
Deixo então minha visão poética na geopolítica, a fé no meio da tormenta.
"Israel ataca, EUA pressionam, Irã resiste. Europa se arma, mas Portugal ainda não se alinha. A história se repete com nova roupa, mas velhas intenções."
Na crônica internacional de vários países que se iludem com sua soberania, vemos fortes críticas à posição americana e israelense, apontando ações desproporcionais, violações do direito internacional e a manipulação da narrativa sobre o Irã, como se este fosse sempre a única ameaça, ignorando os horrores do Mossad, o passado colonialista da CIA e o genocídio cotidiano na Faixa de Gaza.
A União Europeia, mesmo sem um tiro, prepara o terreno: os Correios europeus relatam um “pacote de prontidão militar” para rearmar-se até 2030, como quem ajeita o colete antes do vendaval.
O Irã, sempre no banco dos réus, é apresentado como o vilão nuclear, ainda que nada novo tenha sido provado. E nenhuma palavra, diz o articulista, sobre a derrubada de Mossadegh e a imposição do Xá por mãos ocidentais. Como confiar nas vozes que acusam quando elas mesmas incendiaram os campos?
Talvez eu faça alguns haikais
Acordo e estala
a bala sem duelo
no céu sem janela
A lei, violada,
pela mão do forte,
morre abandonada.
Gaza sangra e grita,
mas o cowboy reza
por sua conquista.
A Europa afia
sua espada antiga
com nova ousadia.
Em mim, a esperança
não curva a cabeça,
medita e não cansa.
O Espírito avisa:
“Se a guerra é o enredo,
teu amor poetiza.”
Meu final feliz poderia ser uma conclusão de alguém que ora e vigia, sem o véu da ilusão kharmica coletiva.
Sigo então, não iludido, mas desperto. Há sombras no céu, mas também há manhã. E se os impérios rugem, que os corações se abram. Há uma força superior que não lança mísseis, mas pulsa em silêncio nas almas que resistem.















👏🏻👏🏻👏🏻
Crônica e poesias muito boas! Fé em tempos melhores!
Parabéns ao portal um abraço!