O Brasil que insiste em não dar certo
- temporacomunicacao
- 4 de set.
- 2 min de leitura
Coluna de Fernando Kopper
O Brasil é um país incrível. Incrivelmente bagunçado, incrivelmente mal administrado e incrivelmente especialista em transformar problemas simples em crises nacionais. A sensação é de que vivemos em um laboratório gigante de caos, onde políticos fazem experiências e o povo paga a conta.
Nos vendem todos os dias a ideia de um “Brasil do futuro”, mas o que se vê no presente é um país atolado em burocracia, corrupção e discursos ideológicos que parecem mais peça de teatro do que plano de governo. O Estado brasileiro virou uma espécie de parque de diversões para políticos: cada um cria uma montanha-russa nova, mas quem passa o enjoo é o cidadão comum.
Enquanto os impostos chegam antes mesmo do salário cair na conta, o retorno continua sendo o mesmo: saúde precária, educação em colapso, insegurança nas ruas e obras públicas que custam três vezes mais do que deveriam. Mas não se preocupe: sempre há um novo “programa social” para disfarçar a incompetência.
O que sobra ao povo é o sarcasmo: aplaudir “avanços” que não existem, rir para não chorar diante de notícias absurdas e aceitar que, no Brasil, nada é tão ruim que não possa piorar. O curioso é que qualquer tentativa de cobrar eficiência, reduzir gastos públicos ou exigir meritocracia é logo rotulada como “radicalismo”. Afinal, para boa parte da elite política e intelectual, pedir seriedade virou uma ofensa.
No fim, o Brasil parece aquele aluno bagunceiro da sala: tem potencial, mas prefere brincar, atrapalhar os outros e nunca entrega a lição de casa. E ainda exige aplausos pela “criatividade”.
É, meus amigos, vivemos na república das bananas, e a política do café com leite ainda vigora nos dias atuais.

Por Fernando Kopper - jornalista














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