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O medo e o tamanho dos sonhos

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 7 de out.
  • 3 min de leitura

Coluna de Diego Franzen


Há dias em que a alma parece pequena demais para o peso que carrega. Dias em que o mundo se transforma num oceano de dúvidas e nós, frágeis embarcações, lutamos para não naufragar em meio às ondas de ansiedade e aos ventos de incerteza. O peito aperta, o sono se torna um inimigo, ora em excesso, ora em ausência, e o apetite pela vida oscila entre a fome de tudo e a vontade de nada.


Mas é justamente nesses dias que precisamos recordar quem somos.


Você não é um barco à deriva, é o próprio oceano. Dentro de você há profundezas que desconhece, há correntes de força e marés de esperança que jamais se extinguem.


Sim, as tempestades virão e as noites serão longas, mas a cada amanhecer o sol renasce para lembrar que tudo pode começar outra vez.


Nunca aceite que alguém o convença de ser menor do que aquilo que sonha. Que o seu desejo é grande demais, inalcançável demais, bonito demais. Os que desistiram tentam sempre dissuadir os que ainda têm coragem de tentar.


E você, mesmo cansado, é um desses raros que continuam, que seguem mesmo quando o chão se desfaz, porque aprenderam que a jornada é tão sagrada quanto o destino.


É na travessia que o espírito se forja, é no atrito das pedras que o ouro da alma se lapida.


Quando o medo vier, respire fundo.


Inspire coragem, expire ação.


Sinta o ar atravessando o corpo como quem reacende uma brasa antiga, porque ela ainda está aí, acesa dentro de você, esperando apenas o sopro certo para se tornar chama.


Há dores que apenas o tempo cura e outras que se curam com um abraço, com uma conversa, com a coragem de pedir ajuda.


Não há fraqueza nisso.


Há humanidade.


E é a humanidade que nos torna grandes, belos e verdadeiros.


A vida é um milagre que se renova a cada manhã. Os maiores tesouros não estão nas conquistas nem nos aplausos, mas nas pessoas que permanecem ao nosso lado quando o barco balança.


O foco determina a realidade.


Se você mira o horizonte, encontra o caminho. Se mira o abismo, acaba nele.


O mundo tem o tamanho dos seus sonhos.


Sonhe alto.


Sonhe bonito.


E, sobretudo, acredite que você merece cada fragmento do que sonha, porque nasceu para isso e porque o mundo precisa exatamente do que só você é capaz de oferecer.


Agora, feche os olhos e visualize o que mais deseja. Veja-se lá, vivendo esse sonho. Sinta a emoção, o aroma e o gosto da conquista. Permita que o corpo memorize essa sensação. Esse é o seu novo ponto de partida. Sinta. Saiba. Viva.


Durante sete dias, todas as manhãs, olhe-se no espelho e diga com voz firme e coração desperto: Eu posso. Eu mereço. Eu consigo. Então aja, mova-se, avance. O universo responde a quem tem atitude.


E como sempre diz minha mãe, com a serenidade mesclada com seu jeito sarcástico e serelepe: somos uma imagem verdadeira de harmonia e perfeição. Quando a atitude muda, o sentir muda, e quando o sentir muda, o mundo inteiro se transforma.


Porque dentro de você habita o sopro da criação, a centelha do divino, a força que move as marés e ergue os dias.



Nenhum sonho é inalcançável para quem reconhece essa verdade. A vida não espera, ela chama. E cabe a você, com o coração em chamas e os olhos voltados ao horizonte, atender a esse chamado e fazer da própria existência a mais bela das epopeias.


Diego Franzen é jornalista e escritor, autor de 16 livros, CEO da Tempora Comunicação e Editor do Portal Pauta Serrana
Diego Franzen é jornalista e escritor, autor de 16 livros, CEO da Tempora Comunicação e Editor do Portal Pauta Serrana

1 comentário


Decimar Biagini
Decimar Biagini
07 de out.

Dimensão vibracional de quem sonha


Irmão Diego de letras, de infância e de pertença

A coragem oculta em nossas profundezas

Recebe deste amigo sinais de crença

Na aliança sutil que ao sonho dá voz tremenda


Tuas palavras são o sopro que reascende

Na alma a chama que o medo ofusca de leve

Elas nos lembram que cada passo escreve

O mapa secreto onde o espírito se expende


Que teu texto ósculo à dúvida e ao recuo

Seja farol para quem naufraga no breu

Que tua escola de artes marciais toque o céu


E entre elogios confesso meu orgulho

Embora irmãos em luta e estrada me inspiras

No teu sonhar alto me refaço e prosigo


Decimar da Silveira Biagini

Ao irmão…

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