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Por que sempre escolho o mesmo tipo de pessoa? Quando o coração repete o que a alma não curou

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 11 de nov.
  • 2 min de leitura

Coluna de Maia Boaro



Há uma pergunta que ecoa na mente de muitas pessoas depois de mais um fim de relacionamento:


“Por que isso aconteceu de novo?”


A mesma dinâmica, as mesmas dores, o mesmo tipo de parceiro — apenas com outro rosto e outro nome.


Parece coincidência, mas não é. É padrão.


O coração tem o hábito de repetir o que a alma não conseguiu curar.


Quando crescemos com feridas emocionais — falta de afeto, rejeição, necessidade de ser aceito, medo de abandono —, o inconsciente tenta, na vida adulta, encontrar no outro uma chance de “corrigir” o passado. Buscamos no amor o que faltou na infância.

Mas o que era para ser cura, muitas vezes, vira repetição da dor.


Sem perceber, acabamos atraindo o mesmo tipo de pessoa: aquela que ativa nossas inseguranças, nossos medos e nossas carências mais profundas.


Não porque gostamos de sofrer, mas porque o inconsciente acredita que, se desta vez der certo, a ferida finalmente será cicatrizada.


É a tentativa silenciosa de consertar o que foi quebrado lá atrás.


A verdade é que o amor não tem o poder de curar o que a consciência ainda nega.


Enquanto não reconhecemos nossos padrões, continuamos revivendo histórias antigas em corpos diferentes.


E o ciclo se repete — até que o aprendizado venha.


Romper esse padrão é um ato de coragem.


É olhar para dentro e reconhecer: “Eu me acostumei a amar de um jeito que me dói.”


É escolher desapegar do que é familiar, mesmo que pareça seguro.


É parar de procurar no outro o que só pode ser encontrado em si: o amor que acolhe, a segurança que tranquiliza e o respeito que liberta.


A cura começa quando a gente entende que não precisa repetir para aprender.


Que o amor saudável não é aquele que desperta o medo de perder, mas o desejo de permanecer.


E que o coração só encontra paz quando a alma, finalmente, se sente em casa dentro de si mesma.Você não está presa a um tipo, está presa a uma história.


E ela só muda quando você escolhe se amar o bastante para não repeti-la


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Maia Boaro é psicopedagoga, psicoterapeuta e psicanalista, com especialização em Término, Dependência e Narcisismo. Especialista em Neuropsicologia e problemas de aprendizagem; Educação especial infantil e TEA; Terapia cognitiva comportamental; Especialização em terapia em aba; Terapia analítica do comportamento infantil; Especialização em alfabetização e letramento.

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