top of page

Por que é tão difícil ir embora? O vício emocional e o medo de perder o que dói

  • Foto do escritor: temporacomunicacao
    temporacomunicacao
  • 27 de out.
  • 2 min de leitura

Por Maia Boaro



ree

Maia Boaro é psicopedagoga, psicoterapeuta e psicanalista, com especialização em Término , Dependência e Narcisismo. Especialista em Neuropsicologia e problemas de aprendizagem; Educação especial infantil e TEA; Terapia cognitiva comportamental; Especialização em terapia em aba; Terapia analítica do comportamento infantil; Especialização em alfabetização e letramento.


Às vezes o coração não quer ir, mesmo quando a alma já está pedindo socorro.

Existem amores que parecem imãs — atraem, colam, e machucam ao mesmo tempo.

A gente promete que vai embora, que dessa vez será definitivo. Mas basta uma mensagem, um olhar, uma lembrança boa… e lá estamos de volta, tentando mais uma vez o que já sabemos que não funciona.

Mas por que é tão difícil ir embora, mesmo sabendo que aquele amor nos faz mal?

🌫️ O vício invisível do afeto

Pouca gente percebe, mas relacionamentos tóxicos podem criar um tipo de dependência emocional parecida com a de uma substância viciante.

Cada gesto de carinho, depois de uma fase de frieza, faz o cérebro liberar dopamina — o hormônio da recompensa. Essa sensação de alívio é tão intensa que acabamos presos ao ciclo de dor e prazer, acreditando que aquele “recomeço” é amor.

O resultado? Ficamos presos a quem nos causa dor, mas nos dá migalhas suficientes para nos manter ali — à espera de um amor inteiro que nunca chega.

🪞 A ilusão de que ainda podemos mudar o outro

Ir embora é difícil porque, no fundo, acreditamos que ainda dá pra salvar a relação.

A gente se convence de que, se amar o bastante, o outro vai perceber, melhorar, mudar.

Mas essa esperança é só uma forma de evitar o luto. É o medo de encarar o vazio — aquele que aparece quando aceitamos que o amor acabou.

🧩 O medo da solidão disfarçado de amor

Nem sempre é o amor que nos prende — às vezes é o medo de ficar sozinhos.

A solidão nos obriga a olhar para dentro, e isso assusta.

Depois de um relacionamento que desgastou a autoestima, pode ser difícil acreditar que merecemos algo melhor. Então, por medo de perder o que dói, permanecemos.

Mas a verdade é que ninguém se encontra dentro de quem nos perde.

A solidão pode ser um começo — o espaço onde a gente volta a se reconhecer.

💡 Como quebrar o ciclo

Reconheça o padrão. Admitir que existe um ciclo de dor é o primeiro passo para sair dele.

Volte o foco para você. Pergunte-se: “O que eu preciso agora?” em vez de “O que ele(a) vai pensar?”.

Busque apoio. Terapia, leitura e vínculos saudáveis ajudam a reconstruir a autoconfiança.

Aceite o luto. Ir embora dói, mas é uma dor de cura — diferente daquela que se repete no mesmo lugar.

Reaprenda o amor. O amor não deve nos diminuir, e sim nos expandir.

🌷 Recomeçar é um ato de coragem

Deixar quem nos faz mal não é fraqueza — é auto-respeito em movimento.

A gente não precisa provar amor suportando o que destrói.

A verdadeira prova é ter coragem de dizer: “Eu mereço mais.”

E esse “mais” começa quando você escolhe ficar — mas, dessa vez, consigo mesma.


Maia Boaro escreve sobre amor, autoconhecimento e os recomeços que nascem depois do fim.

Comentários


Receba nossas atualizações

Obrigado pelo envio!

  • Facebook
  • Whatsapp
  • Instagram
Pauta Branco_edited.png

Rua Cândido Costa 65, sala 406 - Palazzo del Lavoro

Bento Gonçalves/RS - Brasil

bottom of page