Segurança Industrial: Lições Escritas com Sangue
- temporacomunicacao
- 29 de out.
- 2 min de leitura
Coluna de Vinicius Cenci Taborda
A história da segurança industrial é um registro forjado pela dor. Cada norma e protocolo que hoje rege o chão de fábrica nasceu de tragédias, servindo como um memorial técnico para vidas perdidas em falhas de sistema. Especialistas afirmam que a burocracia não cria regulamentos; a necessidade de sobrevivência, sim.
O Perigo da Rotina e da Arrogância
A pressa e a confiança excessiva são os principais catalisadores de acidentes. A crença de que a experiência domina o risco leva à "normalização do desvio", onde falhas menores são ignoradas até se tornarem parte da rotina. Catástrofes não são súbitas; elas são construídas lentamente, no silêncio de alarmes ignorados e inspeções adiadas. Quando o anormal se torna o padrão, a tragédia é iminente.
Falha Humana ou Falha de Sistema?
O "erro humano" é frequentemente uma consequência, não a causa. Analistas apontam para falhas sistêmicas e projetos deficientes, treinamento inadequado e cortes de custos, e questões comportamentais como a verdadeira raiz dos acidentes. A responsabilidade é coletiva. Ignorar a possibilidade de falha é um erro institucional que acumula pequenas decisões ruins até o colapso.
A Memória que Salva Vidas
A engenharia de segurança aprende com os mortos para proteger os vivos. Cada dispositivo de segurança existe porque sua ausência, um dia, custou uma vida. Esquecer as lições do passado, escritas com sangue, condena a indústria a repeti-las. Segurança não é um custo, mas um investimento em uma cultura compartilhada de responsabilidade. A escolha é simples: aprender com a dor alheia ou sentir a própria.















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