Tempo, sambinha carnavalesco consciencial
- temporacomunicacao
- há 11 horas
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COLUNA DE DECIMAR BIAGINI
Terreiro da vida, pandeiro chamou
Marcou no teu peito, algoritmo entrou
Perguntaram do tempo, tentei responder
Mas ele é ligeiro, ninguém vai prender
Agostinho falou num salão a dançar
Entre uma peosa e outra, tentando explicar
“Se ninguém me pergunta, eu sei direitinho,
Mas se pedem resposta, me perco sozinho.”
Tempo é parceiro que gosta de rir
Bate no ombro e já sai por aí
Quando eu procuro, se esconde de mim
Quando eu relaxo, ele samba assim
Tempo é malandro, não para em lugar
Passa de leve, não deixa pegar
Risca na areia o rumo do ser
Marca no peito o jeito de viver
Roda na praça, o relógio rodou
Folha do ano o vento levou
Entre o que chega e o que já partiu
Tempo é criança soltando o pavio
Quem quer segurar perde o gingado
Quem solta o corpo segue o traçado
Tempo é rio procurando escoar
Leva a saudade sem se molhar
Tempo é parceiro que gosta de rir
Bate no ombro e já sai por aí
Quando tu procura, se esconde
Quando tu relaxa, ele responde
Tempo é malandro, não para em lugar
Passa de leve, não deixa pegar
Risca na areia o rumo do ser
Marca no peito o jeito de viver
Se perguntam dele, de risada também
Peça mais uma e deixo pra lá, meu bem
Pois no batuque que a vida te deu
Tempo é o samba que Deus escreveu

Decimar da Silveira Biagini
















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